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Miguel Torga e o outono: um desafio aos jovens leitores da BRG


Parece-nos que, subitamente, tudo se altera com a mudança para a hora de inverno. É nesta altura que o outono se faz anunciar com maior visibilidade. Já cheira a castanhas assadas, as noites tornam-se mais frias, tiramos do armário outros agasalhos.

 S. Martinho decidiu, uma vez mais, brindar-nos com o seu verão (como reza a lenda) e, através das janelas da biblioteca, vemos o sol a brilhar lá fora. Muitos poetas famosos dedicaram versos a esta estação mágica, altura em que a folhagem das árvores ganha tonalidades mais quentes, parecendo querer contrariar o frio que se avizinha. Deixamos-te o desafio de pesquisares alguns poemas ou provérbios sobre o outono, para os apresentares às professoras de Português que, na aula, te divulgarem a iniciativa. Em caso de inspiração, poderás tu mesmo escrever em prosa ou poesia sobre esta estação do ano.



Outono.
(A palavra é cansada…)
Tudo a cair de sono,
Como se a vida fosse assim, parada!

Nem o verde inquieto duma folha!
O próprio sol, sem força e sem altura,
Olha
Dum céu sem luz e levedura.

Fria,
A cor sem nome duma vinha morta
Vem carregada de melancolia
Bater-me à porta.

Miguel Torga

Leiria, 11 de outubro de 1940, 
em  Poesia Completa

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